domingo, 23 de maio de 2010

EM TEMPOS NOSSOS FURADOS!!



Ainda penso em ti
e sim, tenho saudade,
de tudo o que senti
na nossa cumplicidade.

Olhares presentes,
vidas distantes,
amores inocentes
e beijos dançantes.

Corpos e protecção,
fugas deliciantes,
sentimentos pérfidos no coração
e vozes protestantes.

Fomos impedidos então
de um céu que amámos.
Fogo e calor que são
uma volta que sempre sonhámos.

Ainda assim estou
magoada e triste,
mas sei que para sempre vou
lembrar como sorriste

Porque o livro acabou.
Explodi e senti
que a página não virou
porque fui eu que não Sorri!

SIMPLICIDADE ENTRELAÇADA
EM LAÇOS AMARRADOS.
FOI COMO UMA VIDA PASSADA
EM TEMPOS NOSSOS FURADOS!!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

GRITO POR TE AMAR!

Não sei o que sou.
Sou um ser presente?
Não sei o que faço,
num mundo que não me sente.

Não quero um futuro,
onde as palavras sejam mudas.
Mas não quero um presente,
com orelhas surdas.

Vou viajar sim,
infinito não sei bem.
Só sei que vim,
para alegrar dois e cem.

Alfinetes que picam.
O céu não lhe chego.
Os nossos sonhos gritam,
numa vida sem sossego!

Não sei a que sabe o ar,
não é a maçã não.
Destrancou-se para viajar,
a gaveta e o amor que são...

... Mil e um olhares.
Só não sei o que dizer.
Quero ser assim,
mas não sei o que mais fazer.

GRITO POR TE AMAR,
CHORO POR SABER,
QUE NÃO SOU FELIZ A GOSTAR
DE ALGUÉM QUE NÃO QUER VER!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Quando toco uma pequena flor que parece desmorenar, passado um certo tempo ela cresce forte e saudável.


Vou passeando pelos caminhos da vida, dançando por entre as nuvens brancas soltas por um céu cor de laranja onde o sol é imenso. Vou caminhando por entre as flores com espinhos que picam ao tocar a minha pele, por entre jeribérias rosas e amarelas, azuis e brancas que me curam as feridas e golpes que vou coleccionando ao longo da passadeira de relva verde e fresca. Vou conhecendo pássaros de todos os lados, de todas as cores. Uns, o seu canto soa tão doce aos meus ouvidos, outros soa com uma frieza estranha e amarga. Como se a vida os mantivesse presos e amarrados em armadilhas profundas e pérfidas. Mas a todos eles dou uma festa simples, para curar um pouco a sua dor. Faço a minha passagem com tal intuito. Cuidar, não das minhas feridas, mas sim as dos outros seres que por alguma razão me fazem aproximar de si. Quando realmente tudo parece melhorar, sigo outra estrada diferente em direcção a outro rumo. Os seres que por mim passam, são normalmente seres de coração grande, e como tal, capazes de difundir luz e amor a todos os lugares do universo. Quando toco uma pequena flor que parece desmoronar, passado um certo tempo ela cresce forte e saudável. Rego-a com carinho, ternura. E assim que está apta a irradiar luz e amor, deixo-a... Levando comigo uma das suas pétalas junto ao coração. Se ostentosamente, ela volta a ficar pequena e sem luz, então choro por não ter feito dela uma grande flor. Mas de facto, a vida passa e segue rumos diferentes a cada obstáculo ultrapassado, e outras flores esperam os meus cuidados.  

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Que fecho a porta do meu quarto para me refugiar de tudo e de todos.


Eras quem devia estar sempre lá. Para tudo.
Nada é como deve ser e tu tornaste-te num ser que apenas quero ver longe da minha vida. Já foram tantas as desilusões, as lágrimas, o ficar com a garganta presa a palavras sentidas que ficam aqui por dizer. Vivo rodeada de ingratidão da tua parte, mas quando precisas de mim? Estou lá sempre ao teu lado para te dar a mão, para te ajudar a ultrapassar os obstáculos. Para te ajudar a fazer escolhas, decisões. Por mais insignificantes que sejam. E que resposta me das? Lágrimas de insatisfação como se fosse alguém com a mínima importância. E quando preciso de ti? No teu verdadeiro papel? Para me abraçar, para me compreender (nem que seja apenas uma vez), para me ajudar, para as palhaçadas normais de duas pessoas que têm a nossa relação, para alinhares comigo nas coisas mais tontas. Tens medo? Medo de me verem como alguém melhor? Na verdade, por mais que permaneça à procura de respostas, não as encontro. Estou cansada de fazer parte da tua vida. Cansada de que faças parte da minha. Porque depois de tantos anos, cresci e tu não queres aceitar isso. Começo a ter as minhas próprias opiniões sobre os mais indeterminados assuntos, começo a sentir as minhas próprias emoções e a descobrir sozinha o que cada uma me transmite. Quero sim a tua ajuda, mas não é dessa forma que o consegues fazer. E não sentes. És egoísta e não vez que sofro há tempos com tudo o que se passa. Que choro cada noite. Que fecho a porta do meu quarto para me refugiar de tudo e de todos. Que não durmo. O meu corpo e a minha mente querem explodir. Preciso de Gritar! Quero Fugir! O meu "exame de consciência"? Faço-o todas as noites! Mas tu? até podes fazer o teu. Mas independentemente disso não entendes que não sou apenas eu que acho que tenho sempre razão. Eu olho para mim ao contrário do que possas imaginar. Devias fazer o mesmo. Porque começo a sentir-me alguém com a mínima importância, quando devia ser uma das pessoas mais importantes da tua vida como durante estes anos todos foste para mim. Esse amor, não desaparece. É eterno. Mas está adormecido à meses!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Vem mergulhar ao luar.


Fazes-me sentir que desejo muito mais um olhar e um sorriso do que apenas um simples beijo. Não que não ame os teus lábios, porque os amo incondicionalmente. Mas sim, porque quando os teus olhos tão perfeitos e tão puros "tocam" os meus, a energia que se cruza é tão doce e tão mágica. Somos feitos e colados de uma cumplicidade nunca antes vista, sentida, saboreada... Por ser apenas nossa, por nos pertencer e nos amarrar eternamente. É única! Faz dançar o nosso olhar, cheirar a nossa pele, sentir os nossos beijos. É única e não tem fim! É isso que me alegra. Poderá até ser um amor de qualquer espécie, mas realmente pouco importa. De facto, depois de todos os momentos passados e sentimentos vividos, a nossa cumplicidade é linda e eterna!

"VEM MERGULHAR AO LUAR. Eu acredito, no dia em que vamos fechar os olhos e tudo é melhor. Os seres pisam o mesmo chão, o ar é mais largo para se viver e o vento leva com toda a força o medo. Somos cem e dois, ventos enlaçados em tempos furados por alfinetes de dama (...)"

CG*

sábado, 24 de abril de 2010

25 de Abril de 2010

Tudo o que se Sonhou...
Numa noite tornou-se Verdade.
O 25 de Abril Acordou,
Um Povo para a Liberdade!

CG*

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Aí, ela aproxima-se bem perto do ouvido dele e diz baixinho, num murmúrio que apenas ele entende: Quero-te!


Ele olha para ela e sorri, com brilho no olhar. Ela envergonhada aproxima-se e beija-lhe o rosto, mas acaba por abraçá-lo.
Ficam minutos assim... Como se o tempo parasse; como se tivessem a ser conduzidos para um mundo onde tudo é perfeito; o tal mundo que tanto os dois suspiram e imaginam. A noite é quente, é fogo que queima os corpos numa dança imensa, física e da alma, onde a música é quase inexistente. Apenas se ouve o barulho das ondas calmas a bater nas rochas.
E, quando, de novo regressam olham o mar e a lua resplende uma imensa luz desfocada na água. Aí, ela aproxima-se bem perto do ouvido dele e diz baixinho, num murmúrio que apenas ele entende: Quero-te!
Ele beija os seus lábios, pega nela, onde a tal dança mais uma vez transmite a paz e a tranquilidade daqueles corpos, daqueles corações. Que são fogo, água, ar e terra. São tudo aquilo que querem ser... E quando o dia nasce, a paixão é chama e fantasia. Uma fantasia maravilhosa, passada pelos sonhos de dois seres tão próximos e tão distantes.
O sonho é a dança das suas almas.
CG*


"Foi no Inverno, meu amor, que nos amámos como nunca ninguém decerto amou." - José Manuel Saraiva - Retirado de: "Aos Olhos de Deus"

terça-feira, 20 de abril de 2010

Somos (in)constantes e não nos pertencemos.


Ela, chorando, num desespero olha-lhe nos olhos e diz: O único sabor da vida que sinto é o dos teus lábios, os beijos que são uma mistura de gostos e ternuras, e sim, é delicioso. Tudo o resto, ignoro completamente, porque é amargo e sem vida. Mas a verdade é que já nem os teus lábios me confortam totalmente, não é o teu olhar, e muito menos as palavras que soam carinhosamente aos meus ouvidos. Porque SOMOS (IN)CONSTANTES E NÃO NOS PERTENCEMOS.
CG*

segunda-feira, 19 de abril de 2010

EXPLODIO, ACABOU, CAÍO, SALTOU


Já vão alguns (muitos) minutos aqui e as palavras não saem. Esperei que não passasse apenas do facto de a minha boa não as conseguir dizer mas entendi agora que há momentos em que nada vem, mas que também nada vai.
Só chamo um pouco mais pelo meu valor, aquele que não me dão, aquele que mesmo pelo pouco que pode ser não é relevante para nada (ninguém). Sinto-me cansada e o amor desaparece, e com ele a vontade também. Trabalho e esforço algo que não devia e que recompensa recebo? Lágrimas de tristeza e sorrisos forçados. EXPLODIO, ACABOU, CAÍU, SALTOU. Agora sinto que já nada sou.

CG*

segunda-feira, 12 de abril de 2010

(Sinto-me perdida) No meio de tudo e de nada.



O céu não é cor de laranja, como te pedi. As árvores não dão frutos de muitas cores como prometes-te. E o nosso olhar acabará por se perder. Os sonhos começam a despegar-se dos nossos lábios e a paixão a fugir por entre os dedos. Como sempre aconteceu, somos apenas mais uma página do nosso livro, que é escrito há anos por dois seres diferentes que caminham lado a lado, sem muitas vezes se cruzar. Esse livro, é formado por muitas páginas, e criado com lágrimas, sorrisos, emoções e e sentimentos sem fim, mas em cada final de página permanecemos na incerteza do seu final e de que um dia essa história infinita em sonhos livrar-se-á da nossa pele.
Sinto-me perdida em ti e em tudo o que fomos/somos. No meio de tudo o que trocámos e no meio do nada em que nos podemos tornar .

" (...) E os seres enrolados.
Atados em cordas que se tecem,
dois lados "Estremecem".
Sabe a maçã o ar presente
Nova ou trincada.
Quer ser planta imponente
De gaveta trancada. (...) "

"AMANTES DO CURTO ESPAÇO DE PAIXÃO"

CG* e autor por entre as nuvens escondido... Perdido num céu cor-de-laranja, onde o mar abraça a lua. Pessoa de sorriso no olhar... onde a alma é nua

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O que o céu me trouxe de melhor.


Não foram uns simples olhos que me trouxe, nem um ser apenas normal. Foram uns olhos maravilhosos, cheios de paixão e carinho para dar, mas também uns olhos com lágrimas presas no seu mais profundo interior onde existe uma certa dor que por mais que tente não consigo desenrolá-la nesse que é um novelo com imensas palavras, sentimentos, amores e "desamores" amarrados e colados numa cola de amargura.
Foi um ser de coração grande, de riqueza, de conforto. Transmite-me isso e muito mais. Um ser feito à sua maneira, personalidade tão própria. Alguém que chegou e me queimou com o seu geito de ser, a sua forma de olhar, os seus gestos, as suas palavras.
O teu desejo percorre-me e diz-me muito que a tua boca não consegue dizer, mas as tuas palavras confortam-me.
Abraça-me. Deixa tudo o que sentes transparecer no ser bonito que és e nas qualidades que tens. Não me largues mais. Deixa-me sentir-te.
Foste o que céu me trouxe de Melhor.
CG*

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sou muito mais que um simples desejo.


O teu desejo cativa-me, sim. Mas não me faz chamar por ti com desespero. Não sou algo reutilizável por alguém que me dá um carinho imcomparável com todos os outros, mas que afinal de contas não passa de uma espécie de farsa que crias-te. A tua descontracção, e forma de ver tudo o que passa pelas nossas cabeças faz com que perca realmente o interesse de olhar para além dos teus olhos. Sim. Porque estabelecemos algo realmente irreal quando o castanho dos teus olhos posam no verde dos meus. No fim de tudo não passa apenas de um olhar de paixão e de um querer que há muito não sentes. São sonhos que pensas um dia vires a concretizar e até lá pensas em ti. Não preciso de meras palavras para saber o que sentes, porque o afecto que me transmites diz muito mais que frases bonitas e uma série de palavras queridas que raramente fos-te capaz de trocar comigo. Talves no momento em que os teus olhos quiserem tocar os meus eles sejam capazes de dizer que SOU MUITO MAIS QUE UM SIMPLES DESEJO.
Ai... vais pensar que o que desejamos deve ser para ser levado a sério e que quando vivemos algo que não é realmente o que nos cativa, não ter vergonha de viver a paixão que a vida nos proporciona e que muitas vezes a escondemos dentro de caixinhas com os nossos pequenos segredos. Numa dessas caixas; está a nossa história que esperas um dia deixá-la livre... Até lá vais olhando-me nesse que é o desejo que te consome mais que qualquer outra coisa.
CG*

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A vida é a arte das escolhas, dos sonhos, dos desafios e da acção!



Não me sinto, ultimamente, com muita inspiração para escrever. Obrigado pela compreenção. :)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Amigo, vais estar sempre presente )':


Cada pessoa que passa pela nossa vida, deixa sempre um pouco de si mas também leva um bocadinho de nós. E no seu caminho pela vida, o João foi sempre alguém puro e com muita força. Um sorriso que iluminava sempre os nossos olhos, mas principalmente os nossos corações. Tinha sempre uma palavra amiga para dizer. e um gesto carinhoso para ter. Uma mágoa invade as nossas mentes e os nossos corações, mas devemos recordar todos os momentos que passámos com este que foi um amigo que como tal, nos podemos chamar de pessoas com muita sorte por o ter ao nosso lado. Sim, porque ele está mesmo a olhar por nós, ao nosso lado.
João, vou recordar sempre a pessoa que foste e todas as palavras, momentos que passámos. Tal como eu são imensos os amigos que tens aqui e que sempre te apoiaram.
Ele vai estar sempre nos nossos corações.
João Paquete, vais estar comigo sempre.
CG*

quinta-feira, 25 de março de 2010

Não há nada mais puro que um olhar.


Eles olham-se nos olhos e transformam tudo à sua volta num mundo de fantasia, onde tudo é mágico. Sentados na areia, onde a lua se mostra despida, num foco desfocado num mar que é deles. Abraçam-se e correm descalços na água fria e no quente da noite. São fogo e luz. E na dança dos seus corpos, são pura paixão.
CG*

segunda-feira, 13 de abril de 2009

(...)das nossas conversas no teu sofá e ainda a facilidade da minha vida.(...)



Sinto Falta daquilo que eras para mim, dos teus abraços, das nossas conversas no teu sofá e ainda a facilidade da minha vida. Contigo era tudo muito mais fácil, sabia que estavas lá, agora parece que tenho medo de te chamar.
De repente, a pessoa por quem tomava, alguem mais importante que qualquer outra, foi como se tivesse sumido num poço de incertezas da minha parte, de inseguranças e medos que não esqueço, e que ao relembrar que antes eramos inseparáveis, saber que agora por vezes me ignoras. A culpa realmente não é tua, talves seja por ter sido demasiado pocessiva, ou então, sei lá, alguém que achavas que já não conhecias.
Não sei realmente, tenho os sentimentos e as emoçoes numa reviravolta, que não sei como as controlar, mas a o meu tempo não para e parece que nem sequer tenho tempo para as ordenar, tanto, que nem sequer das conta de que tudo mudou.
Só queria voltar a sentir que temos a amizade mais bonita do mundo, aquela que ninguem poderia já mais vir a destruir, fosse quem fosse.!
Queria voltar a sentir-te como sentia, e não o abraço que me dás, agora com medo do que possam pensar ou ainda receio de seres mal interpertado.
Um amo-te não chega, sinto muito mais, tão mais que não há definição, numa amizade que era tão rica, e que tenho sempre a esperança de que volte a sê-lo, porque te conheço tão bem, como a mim propria. Isso sim, uma amizade. A nossa amizade, é tudo o que quero! :)
CG*

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Já não me importo...



"Já não me importo
Até com o que amo ou creio amar.
Sou um navio que chegou a um porto
E cujo movimento é ali estar.

Nada me resta
Do que quis ou achei.
Cheguei da festa
Como fui para lá ou ainda irei

Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou,

Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,

Com um olhar
Que, sem o poder ver,
Sei que é sem ar
De olhar a valer.

E só me não cansa
O que a brisa me traz
De súbita mudança
No que nada me faz."

Fernando Pessoa

sábado, 1 de novembro de 2008

Não quero mais que um som de Água!



"NÃO QUERO MAIS que um som de água
Ao pé de um adormecer.
Trago sonho, trago mágoa,
Trago com que não querer.
Como nada amei nem fiz
Quero descansar de nada.
Amanhã serei feliz
Se para manhã há estrada.

Por enquanto, na estalagem
De não ter cura de mim,
Gozarei só pela aragem
As flores do outro jardim.

Por enquanto, por enquanto,
Por enquanto não sei quê...
Pobre alma, choras sem pranto,
E ouves como quem vê."

Fernando Pessoa

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O que é amar?





"Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar... "

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

(...)só desejo a musica, palco e um corpo(...)



Somos a Ligação do palco á plateia, somos a ligação da mente ao movimento e a vida da história, tudo isto com o lançar do sopro e o suor do corpo.
Ou amamos ou não gostamos!
Só lá no fundo se sente a paixão da dança, só desejo a musica, palco e um corpo... Apenas isso, para voltar a sentir o deslizar do vento e o rodar das folhas no ar...
Eu e tu, palco de pequenina, onde cresci, dancei, sonhei e chorei! Nós os dois, numa luta de pequenos e grandes movimentos, ao som do pássaro que sempre me deu a música que precisei... Poder voar e rebular sem ninguém a me olhar... e... depois, entra o vento a cantar, o palco o mar e depois da vénia do final, o sol a esconder-se aplaude!
Bailarina de grandes e pequenos Movimentos, eu e tu, Para sempre!

sábado, 30 de agosto de 2008

No Meu Lugar...





No meu lugar secreto,
Sonho com borboletas no meu
rosto…
No meu lugar secreto,
Sinto que o sol que me aquece o
coração…
No meu lugar secreto amo os
sonhos…
E vivo com as estrelas…
No meu lugar secreto, apenas me perco nos meus
sorrisos…
Porque não há lugar para
mágoa…
No meu lugar secreto,
Aprendo a me conhecer cada vez
mais,
E a ser feliz mesmo na minha
solidão…
No meu lugar secreto,
Aprendo simplesmente a ser
feliz…
Apenas no meu lugar secreto…

domingo, 10 de agosto de 2008

ACAREG-Santarem 2008 "Compreender sinais para Descobrir sentidos"




Realizou-se o VIII ACAREG da Região de Santarém, na semana de 21 a 26 de Julho, em Paços Negros – Fazendas de Almeirim – na Herdade dos Gagos, onde estiveram presentes quase 1000 escuteiros, entre eles o Agrupamento 65 de Torres Novas.
Centenas de crianças, jovens e adultos escuteiros, deixaram as suas casas para estarem presentes no tão esperado acampamento regional.
Dia 21, o Agrupamento partiu cedo para Paços Negros. Após chegarem ao destino as secções de Lobitos, Exploradores e Pioneiros, dirigiram-se ao seu campo a fim de pôr mãos à obra e preparar o local. Depois de um dia cansativo, a abertura oficial de campo!
Acordar cedo e partir à aventura, em busca de ideais, partir em missão e ter como guia um imaginário!
Lobitos – idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos – tendo como imaginário o “XL na Ilha ACAREG”.
Exploradores – jovens entre os 11 e os 14 anos – viveram “A Cortiça” – do Sobreiro ao Gargalo, tendo como personagem “Ti Zé Corticeiro”.
Pioneiros – jovens entre os 15 e os 17 anos – “A Saga dos Vikings”.
Caminheiros – jovens dos 18 aos 21 anos – “Compreender, Decidir e Avançar”
Foi assim que foi vivida uma semana cheia de emoções e imensas actividades!
E porque, “o escuta tem sempre boa disposição de espírito” foi com alegria que vivemos este acampamento, partilhando sentimentos, experiências e aventuras com escuteiros de locais diferentes e experiências diferentes.
O ACAREG realiza-se de 4 em 4 anos. Há 4 anos atrás decorreu no tão conhecido Campo Escola, Serra D’Aire e Candeeiros em Torres Novas. Este ano, a Herdade dos Gagos foi escolhida para “Compreender Sinais para Descobrir Sentidos”, sendo este o tema do acampamento. Foi vivido por todos os escuteiros da região com grande entusiasmo e felicidade!
E porque as dificuldades fazem parte e sem elas não teria piada, pois, uma vez ultrapassadas, faz de nós escuteiros com muito orgulho, Baden Powell, fundador do escutismo, disse-nos “se tiver o hábito de fazer as coisas com alegria raramente encontrará situações difíceis”. Com horários a cumprir e algumas regras para ter em campo “(…) deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes (…)” sempre foi e sempre será, o nosso grande objectivo.
Nesta semana conseguimos, todos juntos, fazer com que a competição não fosse o mais importante, mas sim a auto-competição connosco próprios e que o próximo dia seja melhor que o anterior. Se assim for poderemos estar contentes, este foi o pedido que nos deixou o Chefe Regional. O convívio foi uma das coisas mais importantes neste acampamento, onde pudemos depositar, noutro escuteiro, confiança e trocar com ele experiências sem complexos. Se, com tudo isto, conseguirmos todos fazer, de nós próprios, um bom escuteiro, então, com toda a certeza, viveremos a Fraternidade Escutista mais e melhor!
Com esta grande festa dos escuteiros da região voltámos a casa cansados mas com recordações e amizades que ficarão para sempre!


Sempre Alerta para servir,
Catarina Gonçalves (exploradora)
Agrupamento 65 Torres Novas

Publicado no "O Almonda", Jornal do Concelho de Torres Novas

sábado, 9 de agosto de 2008

És paixão de um Rumo novo



"Se eu pudesse deixar de amar
quem nunca me amou
Se eu pudesse ir buscar algum mal
a quem mal em mim sempre encontrou

Assim me vingaria eu,
se pudesse dar sofrimento
a quem sempre sofrimento me deu

Mas não posso enganar
o meu coração, que me enganou
Ao me fazer desejar
Quem nunca me desejou

Peço assim que me ajude a desamparar
Quem sempre me desamparou
Ou a perturbar
quem sempre me perturbou

Eu tento perguntar
A quem nunca nada me perguntou
Porquê que me esforço a cuidar
De quem nunca de mim cuidou

E assim sofro eu:
Porque não posso dar sofrimento
A quem sempre sofrimento me deu."

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Life


"A vida é grata ingratidão
Entre nascer até à morte
É sobretudo aos que verão
Uma ingrata e grata sorte

É muito mais que não se sabe
A sua mestra mestra até ignorância
O não saber-la é sabor que não sabe
É um saber tão curto e sem distância

E depois tem na dor muitos sintomas
É é sangue e tripas em todas indisposições
São abortos eutanasias e são comas
E antes dela (a morte) só confusões

E tudo porque não tem de comer
Para matar a fome a si mundo
Para ter o privilégio de viver
Uma vida vivida a fundo"

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Ser Escuteiro


Dia 2 de Fevereiro de 2008, 08h15 na estação de Riachos, mochilas às costas e prontos a partir!
O caminho foi feito cheio de alegria!
O comboio parou! Estava na altura de ver, finalmente, o sítio onde íamos passar três dias espectaculares.
Pusemo-nos ao caminho.
Ficámos instalados na “Casa das Cheias” em Valada! Estávamos prontos para começar as actividades.
“Compreender o grupo, para trilhar novos caminhos”, foi o tema do nosso grande acantonamento.
Conhecer Valada, era o objectivo das actividades de Sábado. Objectivo cumprido. A experiência de entrevistar pessoas mais velhas com culturas diferentes e experiências de vidas diversas foi para nós muito entusiasmante. O reconhecimento do local estava feito, agora era hora de voltar ao local de acantonamento e preparar tudo para apresentar o que fizemos durante a tarde.
Depois do jantar era hora de nos irmos divertir com um jogo pelas “ervas” que estavam bem fresquinhas e molhadas! Chegou a hora do baile, a caracterização foi feita à pressa! Já estávamos todos preparados, a festa começou, muita música e desfile!
Domingo, missa bem cedinho e a chuva não ajudou mas não impediu de irmos dar uma voltinha a correr! Almoçámos e partimos para as actividades da tarde, ensinar os mais novos e prepará-los para a sua promessa de explorador.
Como em todos os acampamentos foi feito um fogo de conselho com muita animação, músicas e muitas peças teatrais ensaiadas pelas patrulhas!
Terceiro e último dia, segunda-feira dia 4, arrumar tudo e preparar para partir. Terminámos as nossas actividades com um pequeno jogo de pista… Depois do almoço e de uma breve avaliação é hora de nos pormos ao caminho até ao comboio!
Chegada aos Riachos, de volta a casa! Com a certeza de que todos fizemos desta actividade um acantonamento inesquecível e que serviu para nos fazer crescer e deixar-nos, a todos muito mais unidos!

Somos um movimento que envolve milhões de jovens…!
Cá dentro, todos somos felizes. Podemos até ter muitas preocupações, e até mesmo sermos pessoas diferentes, mas nos escuteiros, os problemas ficam de lado e não conseguimos deixar de ser apenas nós próprios.
É como uma segunda família, somos todos como irmãos, partilhamos aventuras, os bons e os maus momentos, mas sempre com a certeza de que ali somos felizes!
Ser escuteiro é algo que nem eu sei explicar muito bem, simplesmente sei dizer que fez de mim uma jovem muito melhor e com muitos amigos!
Porquê ficar em casa quando podemos fazer amigos novos, viver as melhores aventuras, aprender coisas novas e principalmente crescermos como pessoas e deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrámos?
Seguindo o conselho de Baden Pawell, fundador do escutismo: “Sede sempre fiéis à vossa promessa como escuteiros, ainda que tenhais de deixar de ser jovens, e que Deus vos apoie a fazê-lo assim!”
Se és escuteiro, sê feliz e faz com que tudo o que te rodeia seja tão ou mais feliz do que tu, ama sempre a tua vida, aproveita-a e lembra-te de que nos escuteiros existem sempre amigos verdadeiros que te ouvirão sempre que precisares!
A todos aqueles que passaram pela minha vida escutista e a todos com quem tenho o prazer de partilhar muitas aventuras um Grande Bem-Hajam!
Lembra-te também que… Até Morreres… “Uma vez escuteiro, escuteiro para sempre!”

Catarina da Silva Gonçalves
Agr.65 Torres Novas

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Caminha pelas próprias pernas!

Na noite de 19 de Dezembro de 1938, na serra da Mantiqueira, próximo da cidade mineira de Barbacena (Brasil), deu-se a colisão entre dois comboios. Na escuridão da noite, o embate resultou numa terrível tragédia. Entre os passageiros estavam 21 Escuteiros da Região das Minas, que iam numa actividade a S.Paulo.


Passados os primeiros minutos após o tremendo choque, e quando o desespero dominou muitos adultos, os Escuteiros mostraram o seu valor colocando em prática os seus conhecimentos escutistas. Alguns fizeram uma grande fogueira para iluminar o local, enquanto outros socorriam os feridos, improvisando macas, fazendo curativos, acalmando as vítimas.
De Barbacena chegaram socorros com o clarear do dia. Porém, ainda assim eram poucas as macas para as muitas vítimas. Por toda a parte se viam os incansáveis Escuteiros, alguns deles com ferimentos, mas mesmo assim socorrendo e reconfortando as pessoas.


Entre eles, um dos que mais se destacava era Caio Viana Martins que, apesar de ferido, persistia em prestar os primeiros socorros a que necessitasse. Em determinado momento, dois soldados, vendo o estado do rapazinho, aproximaram-se e ofereceram a maca que conduziam para transporta-lo. Caio Viana respondeu: "Há outros mais necessitados que eu… um Escuteiro caminha com as próprias pernas!". E, acompanhado dos seus amigos, seguiu a pé para a cidade.


Mas o esforço foi demasiado. Enfraquecido pelos ferimentos, pelas horas de trabalho socorrendo outras pessoas, Caio desfaleceu e caiu pouco depois de entrar em Barbacena. Socorrido, faleceu logo depois.


O desprendimento, a coragem, o espírito demonstrado por Caio Viana, sacrificando-se pelos outros apesar de todo o seu sofrimento, é um exemplo da fibra e do caracter que deve possuir o Escuteiro.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

...

"Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara muitas vezes”!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudadee tive medo de perder alguém especial
(e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” pra ser insignificante."